24 de agosto de 2020

Dias da semana, seus deuses, funções e uma ideia

Planejar a semana de acordo com os deuses pode dar certo.

Resolvi juntar uma conversa com  os pensamentos que se seguem e contar pra vocês. Ainda mais agora que acabo de ler uma coisa linda escrita pela minha amiga Escritora Paula Gicovate. Amo o jeito que ela fala de amor, de emoções e consequências, sem medo, sem filtro. Acho até que ela nasceu com uma canetinha no coração. Está aqui na Newsletter dela, que não me deixa mentir.

Ela diz o seguinte: “…escrever me cura, aterra, me deixa sã…” E tem outro trecho que em outras palavras, ela diz que o leitor, gostando ou não do texto, é um bálsamo contra a solidão. Super me identifico. Você está lendo agora. Não sei onde você está, você não sabe onde estou, mas estamos aqui, agora, juntos neste texto, e isso é mágico.

Dia desses, em uma reunião com amigos -virtual, não se preocupem – eu falava sobre os deuses gregos e os dias da semana, lembrando do tempo em que ainda dava aulas de inglês. Dia da Lua, Dia do Sol…  Isto me fez lembrar de mim mesma, e isso também é mágico.

Quando eu era criança, costumava atribuir facilmente cores aos números e aos dias da semana. Sem critério, claro. Surgia na minha cabeça e pronto.

E nisso, virei adulto, os anos passaram e ainda vejo igualzinho…O número 1 é branco, o número 2 é rosa, 3 é verde, 4 amarelo, 5 vermelho, seis azul e 7 sei lá eu que cor tem. Já sei! Acabei de ver  na minha mente  nesse momento que é todo o arco-íris, faz sentido pra mim, e juro que já dou uma explicação, não que precise,  mas fazer sentido às vezes é bom… ?

Falando nos dias da semana e seus significados, lembrei dos números.  Tudo no Mundo tem um sentido, mesmo que não tenhamos consciência disso.

Vamos lá… A ONU tem uma resolução datada de 1978 que estabelece uma regra para algo que até então era diferente nas diversas partes do mundo. Bem, ainda é, mas que existe, existe. E é a seguinte: A semana começa na segunda feira e sábado e domingo são dias de descanso, e não se fala mais nisso. Mentira. Fala sim, até porque aqui no Brasil não é assim, considera-se o domingo o primeiro dia da semana e segunda-feira é o primeiro dia útil.

(Não sei se essa resolução ainda está vigente, não posso parar de escrever para pesquisar, porque perderia a graça. Afinal, este texto não é acadêmico, né?).

Vamos pensar. Na Bíblia diz que Deus criou o Mundo  e descansou no sétimo dia, que seria o domingo. Assim, a semana começa na segunda e termina no sétimo dia, 

É claro que há várias versões para as origens dos nomes dos dias da semana,  um padrão que permanece é a repetição em vários idiomas, não exatamente  dos mesmos deuses, que  variam conforme a  cultura, mas seus atributos são semelhantes. A nomenclatura dos planetas  e sua origem são baseados na astrologia do período Helênico.

Na Roma Antiga considerava-se o domingo como feriado pagão e a semana começava por ele, dia dedicado ao Sol.

Os cristãos, por sua vez, lembram que domingo foi o dia da Ressurreição de Cristo, portanto sagrado por este motivo, além do mencionado acima – por Deus haver descansado neste dia. Porém, eu mesma tenho uma teoria… Que atrevimento, mas tenho, fazer o quê? Já conto pra vocês.

Na Grécia os planetas tinham o nome dos deuses e na sequência, vemos os deuses romanos com os nomes adaptados aos gregos, na cultura nórdica, no Latim… Seja para qual for o lado que olhemos, os dias da semana são dedicados a um deus, e consequentemente a um astro. Como já combinamos que a semana começa na segunda-feira – não sei o que rolou com a tal decisão da ONU  – acho que  não interessou e pronto. Ficou assim:

Segunda-feira – dia da Lua;

Terça-feira – dia de Marte – deus das batalhas, da guerra, remete à ação, ao ímpeto;

Quarta-feira –  dia de Mercúrio, deus do comércio, da comunicação, da invenção, protetor dos viajantes, condutor das almas, “padroeiro” dos ladrões;

Quinta-feira –  deus do trovão – Júpiter, que por sua vez teria criado os raios e os trovões; rege os estudos superiores, a filosofia, religiosidade, as grandes viagens, a quebra de barreiras – (vai …!  dará certo, não se limite!) E rege também a justiça.

Sexta-feira –  dia de Vênus, no caso, sua versão Afrodite – deusa do Amor, elegância, exuberância, beleza, prosperidade.

Sábado – dia de Saturno –  deus do Tempo. Uma das origens atribuídas ao  nome sábado é o Shabat, de origem judaica.

Saturno e a própria seriedade, cobra as responsabilidades (você teve a semana toda para realizar, no sábado precisa estar tudo pronto, pois é dia de descanso)… Claro que não é mais assim, eu é que estou tentando me convencer…

Domingo – dia do Sol, do brilho, da alegria. Dia em que Deus descansou, que Cristo reviveu. Para os cristãos é “dia de missa”.

Dia da reunião de todos os atributos dos dias da semana  para recomeçarmos segunda feira. 

Domingo é o dia do Sol,  pertence ao deus Apolo, que é a integração de todos os deuses – o Deus completo, (A)polo – não dual, sem polaridade, sem divisões, inteiro. Ele é o próprio Oráculo, detentor da sabedoria. 

Aqui vejo o sentido de ser ( na minha imaginação), o domingo de todas as cores do arco-íris, já que ele integra todos os outros dias, que aliás, também tem cores, como os números.

Segunda  é branca, terça verde,  quarta feira definitivamente é amarela, quinta feira é vermelha, sexta é rosa pink, sábado é azul e domingo todas as cores.

Peraí! Não está faltando nada? Sim. E aqui no Brasil, por que é segunda-feira,… tanta feira? Bem, segundo “minhas fontes” é porque no domingo, como era dia de descanso, as igrejas ficavam cheias para a missa, isso lá na Idade Média. Assim, os agricultores, os mascates e artesãos corriam para a feira que se formava em volta da igreja para venderem seus produtos. O domingo era a primeira feira a se formar, na segunda-feira ocorria o mesmo até a sexta-feira. No sábado era descanso – para os judeus Shabat – e domingo era Domenica Dei – em Latim, dia de Deus.   (Ora, e todos os outros não são?)

Óleo Essencial de tangerina

*”Isso é mágico” – influência literária da Paula Gicovate.

Artigo escrito por Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é perfumeterapeuta com experiência na elaboração de perfumes personalizados segundo o equilíbrio dos 4 Elementos. Seu trabalho define-se como "Aromaterapia e Espiritualidade.

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Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é professora de inglês por formação e aromaterapeuta por vocação. Escolheu dentre todas as possibilidades que a Aromaterapia apresenta, elaborar perfumes personalizados como item de “cuidados pessoais”. Para tal utiliza diversas ferramentas de investigação energética e emocional, fazendo anamnese profunda e testes olfativos. Dentre tais ferramentas podem ser encontrados a Carta Natal do cliente, o estudo dos setênios ou a leitura de oráculos com abordagem alquímica. Todos os produtos são elaborados com ervas e óleos essenciais da melhor qualidade, sem quaisquer aditivos químicos.

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