12 de setembro de 2017

A Natureza não está brava

Há momentos em que devemos nos apresentar diante da Vida e prestar nossa reverência, reconhecer o poder do outro. Não há outro. Há o Uno.

Ok. Estamos todos preocupados com os últimos acontecimentos. O furacão causou danos. Os prejuízos financeiros, apesar de terríveis, com sofrimento, empenho, humildade, compromisso e outras tantas coisas de nível de valores sutis serão necessárias, porém serão recuperados. As pessoas se reerguerão, as cidades serão reconstruídas.

Sim. Depois da tempestade é tempo de reconstrução e união. Entretanto, para que haja realmente um refazer, é necessário que as pessoas se recuperem dos danos causados à alma e à fé humanas.

planejam, sonham, trabalham, e de repente… sim, para nós aqui na Terra essas coisas acontecem “de repente”. A meteorologia avisa com antecedência, é verdade, dá tempo de “se preparar”, tentar fugir, mas ele chega e causa pânico e destruição.

Há eventos na vida das pessoas que funcionam desta mesma forma. Muitas vezes um indivíduo vê que as águas de suas emoções estão esquentando, formando o efeito de vaporização através de pensamentos que sobem à cabeça, mas nem sempre claramente percebidos, porque esse fenômeno começa com a evaporação, que é a mudança de estado líquido para o gasoso, porém de forma lenta, imperceptível, pois não há ebulição. Ocorre na superfície do líquido.

Ainda assim,  acredita-se  ser possível continuar lidando com as situações, pois há o incomodo – o efeito de evaporação está no nível energético, o indivíduo se sente drenado, entristecido, sem forças, mas ainda assim acredita ser possível tocar a vida para a frente. Ainda é uma fase de negar o enfrentamento da situação.

É como se o serviço de meteorologia interno avisasse – cuidado! Mas ele ainda acredita que vai dar conta e não se move, não se protege ainda permanece aguardando melhorar, não por fé, mas pelo contrário, o medo  faz negar e paralisa.

Ocorre que permanecendo assim, há sinais de piora e enfim, tenta-se  fazer algo, mas à essa altura, o efeito vaporização passou para outro nível – o da ebulição – há agitação e a formação de bolhas dentro de nós. Essa bolhas provocam queimaduras e ferimentos, exatamente como ocorre com a água fervente, que é um bom exemplo de ebulição. Fisicamente gera gases, dores no corpo e ansiedade.

Desta vez, as coisas acontecem de forma perceptível.  Depois que o ser humano atinge esse estágio,  ele pode “desligar o fogo”, mas o vapor já subiu, os líquidos já ferveram – é quando dizemos que “o sangue ferveu”, as lágrimas pularam, as taxas hormonais  enlouqueceram e nessas ocasiões as pessoas costumam dizer assim: “fiz isso, agi dessa forma, mas nem sei o que me deu, quando  dei conta de mim, já era, já tinha feito!”

Na ebulição a subida das águas para as nuvens se dá de forma mais rápida. No ser humano nesse estágio de sofrimento, já não se consegue fugir. A partir disso, chega-se à calefação, que é um estágio onde a coisa fica feia. Já aconteceu com você de aquecer o grill ou o ferro de passar roupa e deixar cair água em cima? Quando faz aquele barulhinho “tchiiiiiiii”? A gente até tem uma expressão para isso: “a chapa esquentou”.

Como estamos falando de furacões, se o primeiro estágio é a evaporação, o segundo é a condensação – aquele vapor que subiu para as nuvens agora condensou-se, ou seja, chegou a hora da consequência, que é quando a Natureza devolve aquelas águas que subiram em forma gasosa, agora descem em forma de chuva.

Estou falando de chuva, mas com o furacão rola algo parecido, pois o cenário são as águas oceânicas que se elevam a mais de 27º e o vapor sobe, a chuva desce, – é aquele negócio de água virar vapor, este subir já aquecido, criar pressões atmosféricas diferentes, e está formado o problema.

Mas o pior mesmo é quando as nuvens começam a circular. O calor do mar e das águas que evaporaram, faz com que os ventos se apressem cada vez mais, formando uma corrente de ar, criando círculos.

Constitui problema quando isso chega ao litoral. E com o ser humano, é quando o problema vem à tona. Está formado o furacão pessoal do indivíduo quando este vive a pressão das águas, de suas emoções. E literalmente, a fase da formação de círculos é quando cria devastação e sai carregando o sujeito de um lado para outro, tirando sua vida dos eixos. Nessa fase, até quem está por perto pode ser atingido. Furacões não têm um critério compreensível às emoções humanas.

Quando queremos dizer que estamos no meio de um problema difícil e não sabemos para onde correr, dizemos que estamos “no meio do olho do furacão”, é este o melhor lugar para se estar, pois é ali mesmo que o furacão tem menos força, o vento é bem menor, conforme ele se expande em círculos é que o bicho pega.

Quanto ao furacão que está atingindo os Estados Unidos, Cuba, Haiti, Caribe e levou 42 vidas até agora, devastou cidades, destruiu casas e lares, o que pode ser feito foi feito, acreditamos. E se não foi feito, ainda nós podemos fazer algo. Sim, podemos!

Mas sempre haverá a dúvida se mais poderia ter sido providenciado, se tivessem agido de outra forma, se os governos fossem diferentes, e até os sistemas praticados em cada região, foram questionados.

Estamos falando da Natureza que tem vontade, força e motivos próprios e age conforme a necessidade, num sistema justo de ação e reação. Quanto a isso, nada podemos fazer, inclusive falarmos sobre a culpa da Humanidade, me parece, apenas parece, questiono-me, uma arrogância nossa acharmos que se o Homem tivesse agido diferente não teríamos fenômenos naturais. Ouviram? Naturais! Fenômenos… Naturais…

Mas algo posso falar: e quanto aos nossos furacões pessoais? Tenham eles um nome de mulher, de homem, o nome de sua empresa, da sua sogra, ou o que seja, quanto a este, temos sim escolha.

Quando as emoções (as águas do oceano) esquentarem; quando entrarmos em ebulição, virmos a “chapa esquentar” e à menor bobeira podemos nos queimar feio, é porque nosso serviço de meteorologia já avisou e não atendemos.

Hora de enfrentarmos e irmos para o “olho do furacão”, pois lá está a origem do problema, é ali que corremos o menor risco, é ali que podemos matar nossos dragões e não sermos engolidos pelos ventos, devastados e jogados de um lado para o outro sem o menor controle de nossas vidas.

Sim, sempre há tempo de nos protegermos. Caso não seja possível, por algum motivo alheio à nossa vontade, ou talvez melhor seria dizer além de nossas forças (pelo menos acreditando nisso), vá para o olho do furacão, enfrente seus problemas, mas não sem antes clamar com toda a força e fé que lhe restar para que a Natureza em ti se alie a Natureza do Universo e que a solução venha como brisa leve.

Hora de chamarmos os silfos e as sílfides, que são os Elementais do Ar e pedir que soprem, acalmem a fúria de Irma e que ajude a soprar os ventos destruidores para onde há necessidade de vento para polinizar florestas, para trazer vida nova.

Podemos pedir diretamente a Deus, Buda, Krishna, Alah, aos nossos Orixás, ou a quem acreditarmos, porém importante é juntarmo-nos pedindo clemência à Natureza sem sentimento de culpa ou de julgamento com o dedo em riste para a nossa sociedade – fazemos parte dela, lembra? – não há culpa.

A Natureza está fazendo a sua parte, mas lembrar que ela é uma Deusa e pode aliviar sua força em nome do amor a Humanidade, se o pedirmos, ela o fará. Mas precisamos pedir para praticar a consciência daquilo que necessitamos. Façamos as pazes com nossos dragões internos!

A oração tem poder sobre a Natureza, esta sim pode tudo, pois orações são entidades, que não vemos, mas são a reverberação do som tantas vezes repetido em nome de algum amor a alguém ou à alguma causa.

Você pode fazer isso por você mesmo, pois esse mundo é sua casa. E lembre-se, depois da tempestade é tempo de reconstrução – reconstrução é renovação. Renovação é Cura. A do mundo e a sua própria.

Oração ao Ar

“Com o devido respeito e reverência à sacralidade que em ti há, à vida que representas, pois sem ti nada existiria; Com o amor e reconhecimento de todos os seus estágios, seja em respiração, vapor, nuvens caminhantes, precipitadas, estejas onde estiveres e na forma que te encontrares; pedimos clemência, que em sua forma de sopro, de brisa fresca, de respiração, que consiste no alimento de nossa vida terrena, pedimos clemência; reconhecemos que podes ser a inspiração que nos permeia, o suspiro de dor ou a última expiração, mas seja em que estágio for, sabemos-te sagrado, reconhecemos teu poder de construção e destruição. Pedimos que sejas e se apresente em forma do Verbo que criou a Vida e desde já agradecemos por Ela. Sabemos-te sonhos e pensamentos que criam ou não. Escolhemos e pedimos a Criação como Verbo Divino, como força, como alento que és. saudamos os silfos e as sílfides representantes do Elemento Ar. Pedimos desfaças toda dor, toda angústia e desestrutura seja em qual nível se apresente. Pedimos sua união à Terra, ao Fogo e a Água para que juntos formem o equilíbrio que tanto necessitamos. Agradecemos em reconhecimento de Tua força de realização, a Força Divina que há em tudo que É.”

Artigo escrito por Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é perfumeterapeuta com experiência na elaboração de perfumes personalizados segundo o equilíbrio dos 4 Elementos. Seu trabalho define-se como "Aromaterapia e Espiritualidade.

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Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é professora de inglês por formação e aromaterapeuta por vocação. Escolheu dentre todas as possibilidades que a Aromaterapia apresenta, elaborar perfumes personalizados como item de “cuidados pessoais”. Para tal utiliza diversas ferramentas de investigação energética e emocional, fazendo anamnese profunda e testes olfativos. Dentre tais ferramentas podem ser encontrados a Carta Natal do cliente, o estudo dos setênios ou a leitura de oráculos com abordagem alquímica. Todos os produtos são elaborados com ervas e óleos essenciais da melhor qualidade, sem quaisquer aditivos químicos.

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