20 de agosto de 2018

Alecrim – a erva da boa lembrança

Para pegar as rédeas da própria vida unindo coração, cabeça e mão, o alecrim será um grande aliado.

 

A multiplicidade de propriedades desta erva é proporcional à quantidade de lendas a seu respeito. Conta-se que em Roma e na Grécia Antigas era possível determinar se em uma residência havia um homem honrado se ali nascesse um pé de alecrim. Os arbustos indicavam também que aquela casa era agraciada com a proteção dos deuses contra quaisquer espécies de mal.

É considerada a erva da boa lembrança, da amizade e dos assuntos ligados ao amor. Acreditava-se que quem a usasse jamais seria esquecido. Esta crença estende-se àqueles que já se foram da Terra. O costume de jogar alecrim nas tumbas foi praticado até o Século XIX.  O poeta inglês George Sewell dedicou um poema a ele:

“Tudo deve ser deixado para trás quando a morte se apresenta;

A despeito dos desejos, dos lamentos e das lágrimas,

Nenhuma de todas as tuas plantas que crescem restará,

Apenas o alecrim contigo permanecerá.”

(em tradução livre).

Este poema tem relação com a ideia de que ao acessar o  coração e sua inteligência, seremos fiéis a nós mesmos através dos sentimentos e integração de todos os nossos aspectos – o alecrim como símbolo de nossa própria alma.

Há vários registros de que o nome Rosemary (rosa de Maria), que é como o alecrim é conhecido em países de língua inglesa, tem este nome devido ao fato de quando Maria, José e Jesus estavam fugindo para o Egito, pararam para descansar e Maria colocou seu manto azul sobre um arbusto de alecrim e deitou seu filho para descansar ali. Até esta data as flores do alecrim eram brancas, a partir de então, tornaram-se para sempre azuis, a fim de lembrarmos de que é uma erva sagrada.

Ótima erva para quando a pessoa precisa se livrar de pessoas nefastas, mas não conseguem. O alecrim movimenta as energias do fígado, colocando a raiva para fora, descongestionando. Pode ocorrer de destravar tudo o que estava preso na garganta. Ao utilizá-la recomenda-se estarmos atentos  à esta informação, a fim de processarmos bem as situações, não criando maiores problemas. O senso de clareza de si mesmo com o uso dessa erva, é incontestável.

Com estas propriedades, não fica difícil concluir que uma vez desentupidas as palavras presas na garganta e descarregadas as raivas antigas, o indivíduo fica livre para fluir na vida, tendo uma conexão melhor consigo mesmo, percebendo aspectos até então não notados em sua própria personalidade. Há a sacralidade do autoperdão, através do autoconhecimento. A compaixão pelo outro pode se estabelecer, deixando fluir as relações de amizade de forma natural e suave. A autoaceitação facilita a compreensão do outro e suas falhas. É uma erva humanizadora.

Tem efeito antidepressivo, ajuda a restaurar a energia perdida, elimina a sensação de cansaço permanente naqueles que têm a mente muito acelerada, criando confusão mental -para os que pensam tudo ao mesmo tempo, não conseguindo dar fluxo a um trabalho, nem mesmo manter uma conversa até sua conclusão final, pulando direto para outro assunto. Clareia a mente e a visão de si mesmo, fortalecendo o acesso à própria intuição.

Contra medos e pesadelos. Tanto a erva quanto o óleo essencial são contraindicados para hipertensos, diabéticos, gestantes e para pessoas com problemas de inflamação na pele.

Utilizamos este óleo essencial juntamente com a tintura de forma vibracional com excelentes resultados para limpeza energética pessoal e de ambientes. Quanto a esta última, preferimos fabricar incensos e defumadores para efeito ritualístico com os mantras indicados para cada caso.

No aspecto espiritual, restaura a Fé em todos os sentidos, em Deus, na Vida, em si mesmo e no amor. Tem a capacidade de (re) lembrar-nos o Caminho Espiritual escolhido. É a erva da lembrança, principalmente de quem somos como espíritos.

Artigo escrito por Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é perfumeterapeuta com experiência na elaboração de perfumes personalizados segundo o equilíbrio dos 4 Elementos. Seu trabalho define-se como "Aromaterapia e Espiritualidade.

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Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é professora de inglês por formação e aromaterapeuta por vocação. Escolheu dentre todas as possibilidades que a Aromaterapia apresenta, elaborar perfumes personalizados como item de “cuidados pessoais”. Para tal utiliza diversas ferramentas de investigação energética e emocional, fazendo anamnese profunda e testes olfativos. Dentre tais ferramentas podem ser encontrados a Carta Natal do cliente, o estudo dos setênios ou a leitura de oráculos com abordagem alquímica. Todos os produtos são elaborados com ervas e óleos essenciais da melhor qualidade, sem quaisquer aditivos químicos.

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