12 de junho de 2018

Dia dos Namorados ou dos Enamorados?

Amor não tem título, gênero, cor ou nome. Rótulos o limitam. Namorar? Enamorar o define melhor.

O que você comemora? O dia dos namorados é uma data que foi instituída no Brasil baseada no fato de ser véspera do dia de Santo Antonio.

Santo Antonio, na verdade, ainda Frei Fernando de Bulhões, de nacionalidade portuguesa, apesar de haver vivido a maior parte de sua vida na Itália, na cidade de Pádua, tornou-se conhecido por ser um entusiasta dos casamentos em seus sermões – alguns textos afirmam que pregava com paixão sobre a união, o amor e o casamento, tornando-se conhecido por isso.

Entretanto, há quem afirme justamente o contrário, que ele não falava muito sobre o tema, mas, por outro lado, ajudava as moças solteiras a conseguirem um dote e até enxovais de casamento.

Ele passou a ser conhecido como “o santo casamenteiro” não por seus sermões, mas pela realização de um milagre específico. Conta-se que uma moça desesperada por ter seu pretendente, mas não possuir dote, tampouco enxoval, ajoelhou-se diante dele e pediu literalmente um milagre.

Ele, por sua vez, não fez suspense, imediatamente fez surgir na mão da jovem um pedaço de papel e ainda falou com ela – “leve esse papel para o comerciante fulano de tal e diga que lhe dê em moedas de prata o equivalente ao peso deste papel.”

Bem, ela poderia até ter estranhado o santo falar com ela, e por outro lado, ainda ter pensado que o santo estivesse brincando, devido ao peso do papel, ou seja, quase nada.

Fé é fé, e lá foi ela… quando chegou na loja do comerciante, fez como foi instruída. O comerciante ao colocar o papel na balança quase surtou, já que este pesou o equivalente a 400 escudos, o que deu para comprar um belíssimo enxoval e ainda sobrar um troco considerável para utilização como dote.

O comerciante após o ocorrido lembrou que em certa ocasião havia feito uma promessa à Santo Antonio, de doar exatamente 400 escudos por uma graça alcançada, e não pagou…!

Assim, descobriu que o Santo era realmente forte e esperto – soube cobrar na hora certa. Não contava com sua astúcia! Antonio (na época Frei Bulhões) tinha morrido, virado Santo Antonio e mesmo assim, cobrou!

A partir desta data passou a ser conhecido como o Santo Casamenteiro.

Ah… me lembrei! Sobre isso eu iria falar amanhã, dia dele, hoje é o dia dos namorados aqui no Brasil e Antonio é uma das razões. Conta-se que a data de 12 de junho foi escolhida para dia dos namorados por ser véspera do dia dele!

Mas, em outros países é diferente, como o dia de São Valentim, um bispo romano. Conta-se que ele foi proibido pelo imperador Claudius II de realizar casamentos, já que homens solteiros teriam mais facilidade de ir para o combate.

O raciocínio dele era de que por não terem famílias para quem voltar, eles estariam mais disponíveis para a guerra.

Acontece que São Valentim, à época Bispo Valentim, achou esse argumento muito cruel e continuou celebrando a união dos casais de forma secreta.

Como costuma acontecer, uma vez que o imperador descobriu, mandou prendê-lo. Quando a notícia se espalhou, os casais passaram a mandar bilhetinhos para ele, falando de amor, união e gratidão.

A parte triste da história é que ele foi decapitado no dia 14 de fevereiro do ano 270, tendo este se tornado o seu dia.

Falei parte triste porque fala de castigo, decapitação, guerra e um imperador cruel, entretanto, não é assim já que São Valentim é lembrado e celebrado até hoje como o Santo do Amor e não só dos namorados, mas de todos aqueles que se amam de alguma forma, pais, filhos, amigos, namorados, amantes, sendo uma celebração do Amor de qualquer espécie.

Quem ganhou a parada? Certamente o Amor.

Por isso celebremos não só o Amor de casais formais, casais comuns, ou mesmo padronizados, mas o amor de modo geral, sem barreiras, sem nomes ou rótulos. Vale lembrar que  tanto Valentim quanto Antonio lutaram por ele, e não somos nós que vamos desistir do amor quando as coisas complicarem para o nosso lado, né?

Artigo escrito por Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é perfumeterapeuta com experiência na elaboração de perfumes personalizados segundo o equilíbrio dos 4 Elementos. Seu trabalho define-se como "Aromaterapia e Espiritualidade.

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Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é professora de inglês por formação e aromaterapeuta por vocação. Escolheu dentre todas as possibilidades que a Aromaterapia apresenta, elaborar perfumes personalizados como item de “cuidados pessoais”. Para tal utiliza diversas ferramentas de investigação energética e emocional, fazendo anamnese profunda e testes olfativos. Dentre tais ferramentas podem ser encontrados a Carta Natal do cliente, o estudo dos setênios ou a leitura de oráculos com abordagem alquímica. Todos os produtos são elaborados com ervas e óleos essenciais da melhor qualidade, sem quaisquer aditivos químicos.

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