22 de setembro de 2016

O caminho da árvore

A Natureza é sábia e faz o seu caminho. Nela tudo está certo. Até um terremoto é uma tentativa de ajuste, de equilíbrio. Um dia o homem será como ela.

pomegranate-open-196800_1920Hoje é um dia importante para todos nós. Ah… sim…, todos os dias são dádivas e portanto, importantes também. Entretanto, hoje tem algo de especial.

Às 11:22 h entrou o Equinócio da Primavera. Para começar, já gosto da palavra Equinócio por sua etimologia – equi do latim aequus, que significa igual e nox que significa noite no mesmo idioma.

O que isto quer dizer? Equi (olha ele aí de novo!) equilíbrio. E este é tudo o que precisamos. Neste caso, equilíbrio entre a noite e o dia, estes tendo realmente a duração de 12 horas cada um.

Gosto dos símbolos. E este é o momento em que o Sol incide de forma mais intensa nos locais próximos à linha do Equador.

Então, o Sol que é o representante da Luz estará nos iluminando com seu brilho, o que se nos determinarmos a visualizar o que isto pode significar, facilitará o reforço em nossa fé. Ter a consciência de onde andamos e maior clareza em nossas vidas, em outras palavras – consciência.

Ah… Alquimicamente falando, lembro que o Sol é o Pai, aquele que planta a semente na Terra, e dá suporte com seu brilho para que as plantas façam a fotossíntese e a vida continue. É o provedor, digamos assim. Nosso protetor.

E quando falamos em equilíbrio entre dia e noite, é claro que também nos referimos, ainda que não tenhamos nos dado conta, aos símbolos do yin& yang, da sombra e da Luz, do Pai e da Mãe, do chumbo e do ouro.
Este é ponto de equilíbrio, e não há como deixar de lembrar de outro símbolo inevitável com que a Mitologia nos brinda.

Acertou quem lembrou de Demeter. Ela era, aliás, é a deusa da Agricultura, responsável pelo equilíbrio da terra e da colheita. Ocorre que sua filha Perséfone foi raptada e levada para o Hades – as profundezas da terra, ou mesmo inferno.

Entrando em desespero, cessou suas funções. Em consequência, as sementes longe de seus cuidados, não germinavam, a terra secou, o trigo e a cevada não nasceram, e todas as plantas não mais puderam crescer. Ambiente inóspito, secura, deserto…

O Sol, que de seu ponto de vista privilegiado, havia testemunhado tudo, tratou de contar o que estava acontecendo – trouxe à Demeter consciência do que estava acontecendo. Ao descobrir quem era o raptor de sua filha, quase enlouqueceu e foi ter com Zeus exigindo uma providência.

É claro que não havia outro jeito, se não atendê-la, pois as consequências já se mostravam desastrosas. Ele jurou-lhe trazer a filha de volta. Convocou Hermes, o único que podia penetrar em qualquer lugar, posto ser ele o próprio Ar.

Lá foi ele com entrada livre no Hades e trouxe Perséfone de volta ao convívio da mãe. Ocorre que ela quando chegou à Terra, já estava casada com Hades. Desta forma, foi feito um acordo entre a deusa-mãe (Demeter) e o deus-pai (Zeus) – Perséfone passaria metade do ano com o marido e a outra metade com a mãe, equilibrando assim os ânimos, a colheita e as energias do feminino e do masculino.

Ela trouxe consigo não só a vida à Terra, trouxe a Primavera, fazendo tudo florescer, e realizando em si mesma as forças e qualidades do feminino (mãe) e do masculino (marido), ao mesmo tempo nem uma coisa nem outra – o equilíbrio, a verdadeira coniunctio.

Vale lembrar que estando no Hades, sua comunhão com ele se deu ao aceitar comer a romã, um fruto pleno de sementes e cores – símbolo da fertilidade, que ela traz em si quando volta à Terra. E é esse o Caminho que desejo a todos nós.

Que façamos um acordo com nossas partes e contra-partes, buscando o equilíbrio de nossas forças e que sejamos o próprio fertilizante desta Terra que se encontra precisando desesperadamente que joguemos as sementes da romã.

Vamos florescer com a Primavera e logo colheremos os frutos de nossos encontros, de nossos atos. Que as sementes sejam saudáveis.

Seguindo o Caminho da Árvore, estaremos fazendo o nosso ciclo do Infinitoad Infinitum… – só pra terminar falando latim, como comecei… 🙂

Artigo escrito por Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é perfumeterapeuta com experiência na elaboração de perfumes personalizados segundo o equilíbrio dos 4 Elementos. Seu trabalho define-se como "Aromaterapia e Espiritualidade.

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Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é professora de inglês por formação e aromaterapeuta por vocação. Escolheu dentre todas as possibilidades que a Aromaterapia apresenta, elaborar perfumes personalizados como item de “cuidados pessoais”. Para tal utiliza diversas ferramentas de investigação energética e emocional, fazendo anamnese profunda e testes olfativos. Dentre tais ferramentas podem ser encontrados a Carta Natal do cliente, o estudo dos setênios ou a leitura de oráculos com abordagem alquímica. Todos os produtos são elaborados com ervas e óleos essenciais da melhor qualidade, sem quaisquer aditivos químicos.

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