2 de novembro de 2010

O que são aromatizadores ambientais

Aromatizadores de ambientes são tratados como "um cheirinho bom". Eles podem ser, e são, muito mais do que isto, para bem ou não.

Aquilo que poderia ser uma grande alegria para todos os que lutam para a saúde do meio ambiente; para aqueles que têm consciência de que um ambiente aromatizado é mais saudável e agradável de se habitar, tornou-se uma preocupação. O que preocupa é o fato de estar sendo encarado como um modismo,  até certo ponto perigoso.

Talvez esta seja uma palavra forte para o assunto, alguém pode estar ponderando. Entretanto, vamos pensar juntos.

Em qualquer loja de departamentos encontramos seções de “Aromas”, e podem contar que naquela ala da loja estarão várias pessoas cheirando diversos frascos, comprando alguns e discorrendo sobre qual aroma combina melhor com sua sala ou quarto.

Além disso, compram alguns para dar de presente para amigos e familiares, sem saberem o que lhes é adequado.

Algum problema nisso? – vocês devem estar pensando, pois eu respondo: alguns. Primeiramente, deixo claro que ninguém está enganando ninguém, não se trata disso. Os aromatizadores comercializados atendem ao fim a que se propõem. Aromatizar – e só isso.

Então eu volto ao ponto  que costumo repetir, já que estou aqui para falar do meu trabalho, que mais do que fazer sinergias, minha função é a de  informar.

Os aromatizadores de ambientes não podem ser apenas um cheirinho agradável. Existem centenas de sites na internet dando receitas caseiras, pessoas bem intencionadas, como artesãos incluindo em seus cursos o item “como fazer aromatizadores de ambientes e perfumes”.

Nada contra, acredito que ensinar é mais do que um dom, é obrigação. Quem sabe ensina, quem não sabe aprende. Entretanto, o que estamos vendo são pessoas ensinando a fazer o tal “cheirinho bom”, especificando que a essência de ylang ylang é afrodisíaca, a erva doce é ótima para prosperidade, e que a lavanda acalma. Isso tudo é verdade, quando tratam-se de óleos essenciais e não de essências sintéticas, como é o caso. Devemos considerar alguns pontos:

  • Que sejam utilizados os óleos essenciais, ao invés de essências;
  • Que  se utilizem as doses e proporções corretas;
  • Para cada ambiente, estas têm que ser específicas;
  • Que as misturas, quero dizer, as sinergias, sejam equilibradas;
  • Que se saiba, por exemplo, que mulheres grávidas ou lactantes não devem usar erva doce (este é apenas um dentre tantos óleos que têm esse impedimento);
  • As pessoas epiléticas não devem ter contacto com aromas como: erva doce, cânfora, sálvia, noz moscada, e por aí vai…
  • pessoas hipertensas não devem usar aromas de alecrim, tomilho, canela, cravo, etc;
  • pessoas hipotensas não devem usar ylang ylang, manjerona…;
  • aquelas que fazem uso de remédios fortes devem evitar aromas;
  • pacientes submetidos a sessões de quimioterapia, jamais devem ter contacto com quaisquer espécies de aromas;
  • pessoas com problemas de fígado não devem fazer uso de aromas fortes;
  • que tais aromas sejam fabricados por alguém que tenha conhecimento dos efeitos benéficos e quando o caso, os colaterais de cada óleo;
  • que seja explicado porque um aroma é bom para a prosperidade, por exemplo. Certamente há uma explicação, o que não devemos é orbitar na esfera da crendice e ainda ajudar as pessoas a ficarem por ali.
  • Leia atentamente os rótulos verificando prazo de validade, modo de usar, se existe um farmacêutico ou químico responsável, verifique as precauções;

Em caso de ser feito artesanalmente, procure um profissional de aromaterapia, assim você garantirá que pelo menos as proporções serão adequadas. Ainda pode procurar algum desses profissionais para que faça um aromatizador sob medida para você. Assim, você mesmo poderá ajudar com seu sistema olfativo a adequar os aromas que lhe fazem bem e obtê-los nas dosagens apropriadas para você. Desta forma, não há como errar.

Além disso, devemos lembrar que um aroma utilizado em um quarto de dormir não deve ser o mesmo que se usa na sala de estar, pois têm funções opostas. Outro ponto importante é que os aromas fabricados com essências sintéticas não têm efeito terapêutico, portanto todas as propriedades informadas com apelo para venda destes, não se provam válidas, ao contrário, já que além de as essências serem sintéticas, utiliza-se na fabricação destes, um produto para fixação e conservação dos mesmos, que não são benéficos à saúde humana.

Espero ter deixado claro que não se trata de campanha contra os aromatizadores sintéticos, tampouco propaganda de óleos essenciais, minha única intenção é colocar cada item na prateleira correta – um cheirinho bom tem seu valor, porém apenas como tal, enquanto que com os óleos essenciais podemos ter um pouco  mais.

Por exemplo, um aroma de lavanda, certamente irá acalmar com seu aroma balsâmico, um spray feito com ylang ylang dará uma boa animada nos relacionamentos. Para isto, basta procurar o que lhe convém e usar conforme indicação profissional. Se for o caso apenas de dar um cheirinho bom na casa, nada contra, agora que já têm alguma informação sobre o assunto.

Artigo escrito por Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é perfumeterapeuta com experiência na elaboração de perfumes personalizados segundo o equilíbrio dos 4 Elementos. Seu trabalho define-se como "Aromaterapia e Espiritualidade.

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Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é professora de inglês por formação e aromaterapeuta por vocação. Escolheu dentre todas as possibilidades que a Aromaterapia apresenta, elaborar perfumes personalizados como item de “cuidados pessoais”. Para tal utiliza diversas ferramentas de investigação energética e emocional, fazendo anamnese profunda e testes olfativos. Dentre tais ferramentas podem ser encontrados a Carta Natal do cliente, o estudo dos setênios ou a leitura de oráculos com abordagem alquímica. Todos os produtos são elaborados com ervas e óleos essenciais da melhor qualidade, sem quaisquer aditivos químicos.

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