24 de junho de 2019

Sobre invernos, luas, sóis e jardins

Sobre invernos, luas, sóis, amigos e jardins

É tempo de juntar, acolher,  abraçar mais apertado, namorar,  receber  amigos em casa para uma boa conversa, uma refeição quentinha e quem sabe um vinho na temperatura exata?

Se amigos fossem  jardins, e alguns são –  cultivaríamos exatamente assim: os alimentaríamos à base de boas sopas temperadas com ervas e especiariasas primeiras curam, são coração, doadoras e empáticas – se fossem um signo, certamente seriam cancerianas, lunares, nutridoras e acolhedoras.

E as especiarias? ah… estas ofertariam  graça, o calor humano,  risada pronta para explodir até sem motivo. Elas trazem a segurança que só as crianças são capazes de ter. Autoestima e diversão que dão sabor à vida – fazem a diferença.  Estas são o  Sol leonino, claro. Acompanham tal “sopa” a mais bela taça com o melhor vinho. Quem é o vinho? É o espírito que se expande em gratidão e amor. A taça somos nós, certamente. (Isso eu aprendi com  meu amigo espiritual…)

Depois seria apenas deixar o jardim  florescer.  Isto acontece mais rápido do que imaginamos. Sabe a cara de inverno, pálida, meio séria, porém, diga-se -, elegante, sem dúvida-  pois é, ela se desfaz em um grande sorriso trazendo o sol para o ambiente e esquecemos essa coisa de estações. Basta uma  palavra boba, uma cena non sense no filme, e em confiança entre esses amigos, relaxados,  sem anúncio ou prévio aviso irrompe a gargalhada, sem cerimônia, super à vontade,  solta…e só dá ela, enchendo o ambiente,  preenchendo o coração… iluminando tudo.

Claro, amigos-jardim, não são todos que têm, mas podem ter. Basta permitir, confiar e principalmente acolher e não escolher – o coração sente e cumpre essa tarefa, ele apenas reconhece.

Tenho amigos solares e amigos lunares. Amigos abraço, amigos vinho, e iguarias quentinhas com fumacinha com aroma de ervas que você tenta decifrar. Nada ali é óbvio. Tudo respeita seu humano mistério.

Têm aqueles que insistem em te carregar pela mão para o dia iluminado em uma aventura qualquer pra ver se você sai do seu inverno pessoal. Ele te empresta seus raios,  divide, compartilha e vocês brilham juntos, mas nunca misturados – cada um sabe a posição e o papel em que está naquele momento. As posições se invertem sempre que necessário, e isso ocorre naturalmente. (Mentira…! Tem hora que mistura sim, e isso também é ótimo, pois amigos não têm regras, têm códigos secretos.

Descobri que enquanto o verão esquenta e tudo brilha, é fácil estar junto, a companhia é fácil, tudo está do lado de fora, visível. O verão,  ao contrário do que pensamos, ilumina, mas disfarça  com seu colorido muita coisa que hiberna dentro de você e foi adiada pelos primeiros raios solares e seus apelos.

Chega o inverno, há um recolhimento natural e um acolhimento para aqueles que  doam e se permitem receber amor.

Anoitece e os raios de sol  mudam sua rota, você olha para dentro,  para os lados, e  numa busca por algo maior, olha para o Céu e encontra a Lua que ilumina sua escuridão – na hora exata. Você só consegue pisar, caminhar seus necessários passos porque ela não te deixa cegar, ilumina cada pedra do Caminho, acolhe, inspira,  recolhe aquilo que não mais é necessário, acende a fogueira onde vocês se aquecem e ali jogam o desnecessário.

O próprio fogo transmuta tudo, ajuda a Lua com sua luz, colore o ambiente,  derrete o medo e a mais remota possibilidade de solidão, que é a não consciência de Si Mesmo.

Quem tem a Lua por perto, tem raios de sol também, a Lua os guarda. Ela não invade,  ilumina, observa, acolhe e inspira seus próximos passos.

Amigos sol/lua, verão/inverno… São inteiros, posto que são escolhas cósmicas. Se tenho preferência entre amigos sol ou lua? Ora, claro que sim. Prefiro aqueles que sabem ser sol  e sabem ser lua na hora em que é necessário,  ou apenas porque é bom… Isso é ser humano em espírito… isso é amor e poesia… é jardim na alma da gente…

Aos meus, de todos os signos, em todas as Casas,  muito obrigada!  Sempre…

Artigo escrito por Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é perfumeterapeuta com experiência na elaboração de perfumes personalizados segundo o equilíbrio dos 4 Elementos. Seu trabalho define-se como "Aromaterapia e Espiritualidade.

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Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é professora de inglês por formação e aromaterapeuta por vocação. Escolheu dentre todas as possibilidades que a Aromaterapia apresenta, elaborar perfumes personalizados como item de “cuidados pessoais”. Para tal utiliza diversas ferramentas de investigação energética e emocional, fazendo anamnese profunda e testes olfativos. Dentre tais ferramentas podem ser encontrados a Carta Natal do cliente, o estudo dos setênios ou a leitura de oráculos com abordagem alquímica. Todos os produtos são elaborados com ervas e óleos essenciais da melhor qualidade, sem quaisquer aditivos químicos.

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