8 de dezembro de 2016

O pássaro e o oráculo

O diálogo entre o Oráculo e o Pássaro explica sobre cores, aromas, palavras e suas vibrações. O Oráculo nos presenteia com sua Oração.

seabird-768584_960_720Em um passeio pela floresta o pássaro deparou-se com o Oráculo. Fez uma reverência em sinal de reconhecimento de sua sabedoria, e seguiu adiante.

Em seus voos cruzando o mar e a floresta, dando mergulhos profundos em ambos, voltou ao ponto de partida e lá encontrou mais uma vez o Oráculo. Como havia pensado muito nele em sua jornada, pousou ao seu lado e perguntou:

“Você está a serviço do quê?” O Oráculo levantou seus olhos e respondeu: –“Estou a serviço da Verdade.”

O Pássaro então, intrigado, perguntou o que seria a verdade. Sem problemas em responder, ele então falou: – “A Verdade é o que está diante de ti, sem disfarces ou subterfúgios.” O Pássaro mais uma vez, ainda que temendo ser inconveniente argumentou: –“Sempre soube que vocês, Oráculos, têm a própria verdade, e falam de acordo com as pessoas com quem vocês se aliam.”

O Oráculo pacientemente respondeu:
“ Até certo ponto, sim. Com o tempo aprendi a usar a linguagem adequada a cada pessoa, sem faltar com a verdade primordial.” O Pássaro espantou-se:-“Verdade primordial, o que é isso?” O Oráculo explicou: –“ é aquela da qual não há como fugir. É aquilo que É e portanto precisa ser dito.”

Diante do ar escandalizado de seu interlocutor, ele continuou: –“Não pense que eu me ache o dono da Verdade, longe disso. Cada um tem um destino, portanto uma Verdade única, pessoal e intransferível.” E continuou: “aqueles a quem me alio são os tradutores desses recados e nossa relação é de confiança, portanto escolho meus amigos para trabalhar e levarmos nossos recados de forma firme e suave a um só tempo.”

O Pássaro desta vez ficou espantado. “Então você fala o que quer?” perguntou. – Falo aquilo que o campo eletromagnético formado entre as duas pessoas ali presentes me permitem falar.” A ave resolveu ir direto ao assunto.

-“Vou lhe contar aquilo que ouvi em uma oração quando passava pela casa de uma pessoa. Você sabe que nós, aves ouvimos muitas orações, e por vezes levamos em nossas asas as palavras proferidas em oração mais rapidamente para Deus, para os Anjos, ou a quem ela foi dirigida. Como você sabe, acontece muito de as pessoas falarem com seus familiares que já moram no Espaço.

Elas se utilizam de nós, pássaros, para mandar seus recados, porque se falarem direto podem perturbar os familiares que estão ainda se adaptando à nova Vida. Nós aguardamos o momento adequado, pois temos acesso aos dois mundos.

Desta vez foi a hora do Oráculo perguntar. “E o que vocês fazem, ficam voando de um lado para outro com as palavras das pessoas?” “Não pesa?”, “Não confundem os recados?”

O Pássaro sorriu e disse que cada oração, cada sentimento e desejo tem um ritmo, um timbre, um sentimento, uma cor, um aroma e, portanto uma vibração diferente, assim não há como confundir. Disse ainda que pássaros são os mensageiros das palavras e desejos das pessoas. O Oráculo olhou para ele com olhos matreiros como quem percebe algo não dito, aliás, uma das qualidades que os oráculos trazem em si. Disse então:

“Diga-me, caro amigo. Já sei a razão de você estar aqui tentando sondar meus sentimentos. Você recebeu uma de minhas orações. Assim, tenho certeza de que tens algo a me dizer.” O Pássaro então, mais relaxado, recostou-se em uma árvore próxima e falou:

“Tenho a dizer-lhe que somos muito parecidos, pois só falo quando perguntado, nunca antes.” Além disso, apenas falo na hora em que as pessoas estarão com “ouvidos de ouvir”. “Não confundo os recados, assim como você não mistura as mensagens para as pessoas. Exatamente como você, percebo a energia, intenção e vibração de quem de mim se aproxima.” O Oráculo ao ouvir tais palavras, concluiu que então estava na hora de ter uma resposta para suas orações, já que sentia que estava com “ouvidos de ouvir”. O Pássaro não precisou que ele verbalizasse sua tristeza. Falou diretamente, sem rodeios:

“-Sei que você está triste por ver que as pessoas que lhe procuram estão muito preocupadas com o mundo material, com futilidades e coisas que não as levarão a terem uma consciência mais ampliada do mundo e da Vida. Têm como motivação apenas seus desejos, se preocupando se terão para si “aquele homem”, “aquele mulher”, “aquele emprego” e até se conseguirão um carro novo dentro em breve.” E continuou: “Não ficaria tão triste se não visse que antes dessas coisas elas precisariam ver além das aparências, precisariam se conectar com algo Maior do que elas mesmas.”“Estou certo?” perguntou o Pássaro.

O Oráculo olhou meio timidamente para baixo, se sentindo embaraçado, já que temia ser visto como alguém que julga seu próximo. Rapidamente obteve a resposta, sem que mais uma vez ele precisasse falar. –“Caríssimo, isto não é julgamento. É um pensamento legítimo de quem quer ser útil e sabe que tem capacidade e um grande desejo de prestar melhores serviços à Humanidade.” O Oráculo estava surpreso, como alguém poderia saber tanto sobre ele mesmo. O Pássaro disse que como ouvia as orações, sabia bastante sobre intenções humanas e até de oráculos. Falou que de tanto ouvir pedidos e recados, muito aprendeu em sua vida de pássaro, e desta forma ficaria à vontade para dizer:

“-Todos nós, sejamos humanos, pássaros, oráculos ou gatos, somos criações divinas e trazemos em nós o Todo. Julgar não significa sentenciar ninguém, apenas você vê e tem duas opções, gostar ou não. Sei que esse “gostar” é com o sentimento e não com a mente analítica.” E continuou: “ Sei que você gostaria que as pessoas desejassem aquilo que fosse bom para elas e que pudessem entender que quando não conseguem, por detrás do não, há uma razão escondida, que no momento adequado virá à luz como resposta, e na sequencia deveria vir a gratidão por não haver conseguido.”

O Oráculo apenas balançou a cabeça afirmativamente. O Pássaro então voltou à pergunta de quando chegou próximo ao amigo. “-Você está a serviço do que?” O Oráculo entendeu finalmente que sua oração anterior era apenas uma lamúria e que não estava sabendo pedir. Ao chegar a essa conclusão, o Pássaro calou-se em posição de reverência e se fez ouvidos:

“Eu, Oráculo Sagrado, diante de Ti Natureza Inteira, afirmo:“Estou a serviço do Bem, da Verdade, da Justiça e do Amor; decreto e declaro diante do Cosmos que lembro de meu Contrato Sagrado – levar a Verdade sem véus, sem disfarces; afirmo que não compactuo com a vaidade, com a vileza, nem com a futilidade; 

E seguiu falando de forma solene:

“Afirmo que todos os que se aproximarem de mim ouvirão a sua própria voz sagrada, escondida por seus medos e fraquezas. Prometo que saberei trazer à Luz aquilo o que de melhor o Ser Humano necessita naquele momento – A Verdade Pessoal – a intuição de como caminhar e chegar onde é necessário; -“Afirmo que poderei apontar caminhos e possibilidades, inclusive sobre relacionamentos e sobre bens materiais, porém me permitirei dar os recados da Alma humana juntamente com o que eu vir para as pessoas. Desta forma ajudarei na Evolução pessoal de cada um que estiver em minha presença e me fortalecerei cada vez mais.

Peço que todo aquele que não esteja preparado para ver-se como na realidade é, de mim não se aproxime. Caso isto ocorra, que eu saiba responder-lhes as perguntas da forma que são capazes de entender, sem que eu me comprometa com omissões importantes ou meias-verdades. Meus símbolos funcionarão de acordo com a capacidade de compreender de cada um e com o momento de cada um. Meus “tradutores” serão fortes, saudáveis e cada vez mais inspirados, já que a nossa energia formará uma unidade do Bem; -“Declaro diante do Infinito: “Eu sou o Oráculo do autoconhecimento, e estou a serviço de Deus, portanto do Amor.” “Está plasmado e sacramentado!”

O que o Oráculo não sabia é que ele sempre foi dessa forma, pois se não o fosse, não estaria fazendo tais declarações advindas do seu centro. Esta oração apenas mostrou-lhe com clareza quem ele era e ficou em paz.
Ao abrir seus olhos, não mais viu o amigo Pássaro, porém o que viu deu-lhe a certeza de que sua oração fora ouvida.

Nota: A oração do Oráculo da fábula poderá ser feita com sinergia de 3 gotas de óleo essencial de mirra aliadas a 3 gotas de o.e. de hortelã pimenta no rechaux.

Artigo escrito por Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é perfumeterapeuta com experiência na elaboração de perfumes personalizados segundo o equilíbrio dos 4 Elementos. Seu trabalho define-se como "Aromaterapia e Espiritualidade.

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Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é professora de inglês por formação e aromaterapeuta por vocação. Escolheu dentre todas as possibilidades que a Aromaterapia apresenta, elaborar perfumes personalizados como item de “cuidados pessoais”. Para tal utiliza diversas ferramentas de investigação energética e emocional, fazendo anamnese profunda e testes olfativos. Dentre tais ferramentas podem ser encontrados a Carta Natal do cliente, o estudo dos setênios ou a leitura de oráculos com abordagem alquímica. Todos os produtos são elaborados com ervas e óleos essenciais da melhor qualidade, sem quaisquer aditivos químicos.

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