31 de janeiro de 2020

Tendências entre 01 a 15 de fevereiro de 2020: Meu Pé de Destino  

João o Alquimista dos próprios sonhos

Ainda pequeno, sem saber nada sobre o significado da vida, sonhava com meus feijões mágicos. Eles eram a solução para tudo que eu ouvia falar. Pois escutava sem o menor conhecimento de meus pais, seus lamentos e lamúrias, sempre que ninado em seus colos.

Desde então, comecei a escutar a fábula dos feijões de ouro como solução para todos aqueles problemas. E o mantra das preocupações virou verdade e obstinação em feijões.

Quando comecei a falar, ainda sem conhecimento de meus pais, repetia inúmeras vezes o fonema “JÃO”, tanto  que vim a ganhar o apelido de JÃO. Perdi nesse exato momento qualquer identidade que não remetesse ao carinhoso JÃO.

Por poucos anos, passei a não lembrar mais dos feijões, me distraindo com brincadeiras e mimos da família. Ainda assim, na hora de ir para cama, escutava aquela famosa balbúrdia que remetia a números, preocupações, discussões e tristeza.

Tinha apenas 07 anos quando aprendi no colégio a grande mágica de fazer brotar o feijãozinho no algodão, e ali, imediatamente como se fosse um chamado, me identifiquei novamente com os feijões. Ainda na empolgação do experimento proposto, pedi à minha mãe para que fizéssemos o pezinho de feijão brotar. Já não queria mais comer, dormir ou brincar, apenas vigiava o romper mágico daquele grão.

Aquela expectativa me ensinou a silenciar tudo e todos à minha volta. A mágica estava por nascer e dali viriam todas as minhas soluções. Para minha grande surpresa, aquilo foi acontecendo mais veloz do que eu poderia imaginar, mesmo que ainda não superasse minha ansiedade.

Passei a dormir com o pé de feijão ao lado da minha cama. Esse já estava na altura de meus olhos e o conseguia fitar até que fosse vencido pelo sono.

Aos poucos, em meus sonhos, fui vendo esse pé de feijão tomar proporções gigantescas e materializar o conto que tanto escutava quando menor. Não existia hora melhor do dia do que a hora em que me transportava naquela escalada sonhadora.

E ali chegava ao céu, onde eu encontrava a paz, o amor, a compreensão, a solução para tanto sofrimento familiar que eu já não aguentava mais suportar. Ali, não havia fofoca, não havia lamento, não havia problemas financeiros e nem frustrações amorosas. Ali, eu poderia ser eu mesmo, o Bernardo, amado e desejado pelos meus pais e com minha personalidade. Cada vez mais encontrando meu Deus tão sublime.

Cheguei à minha fase adulta percebendo que passei todo esse crescimento buscando em meus sonhos as soluções de meus pais e não percebi que deixei de viver a minha própria vida, meus próprios feijões.

Nessa caminhada, meus pais se divorciaram, meus irmãos nasceram, minha avó morreu. Foram tantas dores acumuladas que somente no topo de meu pé de feijão  eu era feliz.

Foi também nesse momento que percebi que cheguei aos dias de hoje, nesse exato momento e que meus feijões mágicos ou de ouro, eram apenas dores que carregava por não ser quem eu sou. Eu tentava ser somente quem meus pais não conseguiram ser. Ainda carrego os aborrecimentos do passado que só se repetiram.

A tendência do momento é essa, silenciar essas fofocas do passado. Usar de frieza e sabedoria para resolver nossos próprios problemas e não os de quem nos achamos responsáveis. A nossa família pode prosperar e chegar a um grande momento, mas não somos nós o único timão responsável por essa direção. Paremos de nos ancorar no passado e sigamos em frente, porque todo dia é dia de um novo pé de feijão.

E o Bernardo? Quando parou de subir nos sonhos para encontrar Deus, percebeu que seu Deus o respondia todos os dias dentro dele. Dentro também daquele prato de feijão que o deixou grande e forte. Que o fez trabalhar, juntar dinheiro e comprar uma pequena terrinha que tomou proporções gigantescas na plantação e se tornou uma das líderes do mercado. E você sabe de que era essa plantação? Não! Pensou errado! De algodão, pois foi esse que proporcionou realizar seus sonhos. O feijão era apenas o caminho que todos os outros o apontavam como certo, fazendo com que ele olhasse apenas o destino dos outros e não seu próprio.

Momento de transformar o antigo feijão no seu novo algodão. E se vai subir para encontrar Deus, comece buscando Ele aqui mesmo, dentro de você.

Boa escalada em seus pés mágicos! Bons dias!

Óleo Essencial – Pinheiro Silvestre

Artigo escrito por Marcelo Barroca

Marcelo Barroca Assertividade. Intuição. Humanidade. Assim se caracteriza seu trabalho como Oraculista. Tradução de símbolos arquetípicos com a marca de quem ama e respeita o que faz.

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Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é professora de inglês por formação e aromaterapeuta por vocação. Escolheu dentre todas as possibilidades que a Aromaterapia apresenta, elaborar perfumes personalizados como item de “cuidados pessoais”. Para tal utiliza diversas ferramentas de investigação energética e emocional, fazendo anamnese profunda e testes olfativos. Dentre tais ferramentas podem ser encontrados a Carta Natal do cliente, o estudo dos setênios ou a leitura de oráculos com abordagem alquímica. Todos os produtos são elaborados com ervas e óleos essenciais da melhor qualidade, sem quaisquer aditivos químicos.

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