1 de julho de 2019

Endometriose – Algumas notas a respeito

Quando a doença chega ao corpo, a alma está ferida. Tratá-la é um ato de gratidão à Vida e amor a Si Mesmo.

Simbolicamente trata-se de uma doença de competição. É como se houvesse uma luta entre o lado feminino da mulher com seu lado masculino. Quando falo “lado”, quero dizer força, energia, nada tendo a ver com gênero.

Em geral, essas mulheres costumam “não ter tempo”  ou “paciência”, para lidar com o lado emocional, que chamam pejorativamente de “lado mulherzinha”. Fazem o papel da mulher prática. Existe aí embutido de forma velada – nem tão velada assim -, um preconceito contra si mesma, contra o gênero feminino, que ela não se dá conta. Precisa provar que é poderosa (poder? – de onde vem isso?) Auto-estima, por onde andas?

A vida exige uma coisa, a mulher atende, mas seus sentimentos e emoções mais profundos são relegados ao esquecimento. Muitas vezes, inclusive, ocorre de tais sentimentos serem tão profundos e massacrados, que elas não têm ideia do que sentem. Se alguém tocar no assunto “emoção profunda” elas são capazes de se impacientar.

Geralmente ela tem uma vida de trabalho intenso, seja como executiva, operária, dona de casa, não importa. Vive mais para o mundo externo, nutrindo necessidades alheias ou da própria sobrevivência. Não encontra suporte emocional, apoio e nutrição em ninguém. Ainda que tal suporte surja,  ela não o percebe ou admite.

Algumas perguntas que ela não saberia responder:

  • Qual seu desejo mais profundo?
  • Qual sua fantasia?
  • O que gostaria de realizar em sua vida?
  • Acredita ter o poder de proceder a algumas mudanças em sua vida?
  • Acredita que descansa o suficiente?
  • O que precisaria acontecer para que você pudesse realmente descansar e sentir-se nutrida?
  • Como se sentiria cumprindo seu propósito de vida?
  • Acredita ter um específico?

A essas perguntas é importante deixar claro que não podem responder que desejam que o filho, o neto, o marido, a vovozinha… coisa alguma nesse gênero! São respostas de assuntos que agradaria a ela mesma.

A doença é o grito do corpo chamando a Natureza Feminina da mulher. Ela precisa reconhecer que é normal, que o que sente é natural, e mais importante: precisa e merece. Muitas vezes para isso, ela precisará lidar com outras mulheres.

São endurecidas pela vida, devido à carreira ou outro fator qualquer, deixando suas emoções em stand by.

Costumam ter como sintoma:

  • Incomodo na área entre o útero e o reto;
  • Dor na hora do sexo (acabando por evitá-lo, e em conseqüência, endurecem mais ainda)
  • Pressão no reto;
  • Cólicas.

Existem estudos que dão conta de que o número de mulheres que têm essa doença de forma assintomática é muito maior do que se pensa. Acredita-se que todas as mulheres têm células embrionárias na cavidade pélvica que possam crescer (ou não) no tecido endometrial.

Assim, fica a pergunta: por que umas desenvolvem a doença e outras não?

Algumas respostas encontradas:

  • Níveis altos de estrogênio;
  • Alimentação com níveis exagerados de gordura;
  • Menstruação retrógrada (tipo refluxo). O sangue ao invés de sair, volta e segue em direção às trompas e à cavidade pélvica, pira por ali e não sabe sair. Esse sangue menstrual tem células do endométrio que podem atingir os intestinos e a bexiga.

Já sabemos que o pensamento e as emoções fazem uma interação íntima com o sistema imunológico. Algumas mulheres têm anticorpos contra o próprio tecido. Costumam ter medo de engravidar, e muitas vezes isso não ocorre mesmo, devido à doença;

Têm traumas intrauterinos. Numa investigação mais profunda poderemos encontrar na vida da mãe durante a gravidez alguma história difícil durante a gravidez. Nesse ponto não há como não chamar atenção para o aspecto Ancestralidade – quem sabe seja possível promover um encontro para  uma boa conversa com mães e avós (quando possível), e muita coisa poderá vir à tona que contribuirá no processo de cura. Claro, dependendo da família…!

Seu segundo chakra é bloqueado de tal forma, que  recomenda-se uma limpeza energética nesta área antes de começar qualquer outro tratamento complementar.

Algo que seria muito importante ser investigado é sobre a possível ocorrência de abortos em sua vida e na das mulheres que a antecederam, como mães, avós, bisavós, até a quarta geração pelo menos. Recomendo fortemente um trabalho com as Constelações Familiares, independentemente da conversa com as mães e avós. Na terapia da Constelação não haverá constrangimentos ou omissões por sentimentos de culpa ou vergonha no caso da mãe ou avó. É mais eficaz, claro, na minha experiência. Entretanto, se for possível incluir no processo de cura essa conversa com a família, será libertador.

É de vital importância a libertação da dor, culpa, medo e tudo o que diga respeito a este assunto doloroso, seja qual for o posicionamento que a mulher tenha a esse respeito. Liberar o julgamento de certo/errado e acolher a realidade tal como se apresentou e se apresenta é um dos principais fatores de cura da mulher neste processo. Sem dogmas ou juízo de valores – o que foi feito precisa ser visto como realidade com a qual é necessário lidar – tenha sido com a própria mulher ou com suas ancestrais, espontâneo ou não.

O tratamento médico convencional dessa doença é uma verdadeira agressão ao feminino, já que oferecem remédios que induzem a menopausa precoce, hormônios potentes capazes de induzir o crescimento de pelos no corpo, fazer a voz engrossar, engordar, calores insuportáveis, o que seria, na verdade, algo pior que a menopausa. Em hipótese alguma vai aqui a sugestão de que não o façam – procurar um médico que acompanhe, avalie, examine, é totalmente relevante. Porém, paralelamente a este tratamento, há outros complementares recomendados, tão relevantes quanto, ao meu ver.

  • Primeira providência será consultar nutricionista, pois a dieta é específica e fator importantíssimo para a cura, ou controle da doença;
  • Evitar álcool e cafeína (afetam os níveis de estrogênio);
  • Evitar laticínios, farináceos, açúcar e mel (podem  causar ou aumentar inflamação);
  • Fazer alguma atividade ligada ao feminino – cozinhar, artesanato, jardinagem… sei lá…
  • Uma consulta a um médico  ortomolecular, homeopata, ou mesmo convencional, onde este indique a medição dos níveis de todos os minerais, vitaminas e hormônios do organismo. Geralmente haverá deficiência de vitaminas do Complexo B, magnésio, selênio, e os hormônios que estarão em déficit poderão ser mensurados para reposição apenas nas proporções necessárias.
  • Massagens com óleo vegetal de coco palmiste em sinergia com óleos essenciais de camomila, rosa e lavanda. Estas massagens deverão ser feitas no baixo abdômen pela própria mulher, conversando com o corpo. O óleo de palmiste deve ser amornado em um rechaux, não só para derreter, mas por causa do calorzinho que dará sensação de proteção e acolhimento.
  • Outra necessidade será fortalecer o sistema imunológico – há casos em que o uso dos óleos essenciais de limão siciliano e de gengibre dão conta do recado. Sempre com supervisão profissional!
  • Danças como dança do ventre, danças ciganas, algo no qual a mulher sinta o prazer de ser mulher, que possa sentir o valor do próprio corpo, tenha ele a forma que for.

Deixo aqui bem claro que este artigo é baseado em leituras, principalmente o Women’s Body Women’s Wisdom, da Dra. Christiane Northrup, e jamais se pretende um artigo referência. Além disso, é fruto de meu trabalho em parceria com o Terapeuta Marcelo Barroca ao longo dos anos, que nos permitiu testemunhar alguns casos desse tipo com êxito, porém sempre em trabalho complementar e integrativo, pois à César o que é de César – a parte médica será sempre com estes profissionais. Assuntos de saúde, acolhemos, acompanhamos, trabalhamos e obtemos sucesso, mas em nossa área, que é o equilíbrio energético, emocional, e espiritual, via a busca da origem do desequilíbrio e o tratamento adequado. Claro, a saúde física surge como reflexo e consequência. Além disso, tudo o aqui descrito, não necessariamente poderá corresponder à realidade dessas mulheres, mas um item ou outro, certamente ela se identificará.

Algumas ferramentas que utilizamos: Mapa Astral alquímico, Constelação familiar (totalmente compatíveis); florais alquímicos, equilíbrio dos chakras; estudo da serpente materna; estudo do DNA Alquímico, Traumas intrauterinos (Alquimia),  óleos essenciais, tarot alquímico, no qual podemos ver origens de desequilíbrios de toda ordem, baralho cigano que nos habilita a uma visão bastante pontual e assertiva, dentre  outros.

O livro aqui citado recomendo fortemente para quem está apto a ler em inglês. É uma excelente ajuda para quem faz trabalho com o feminino.

Carta da serpente materna Tarot Alquímico Joel Aleixo

Artigo escrito por Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é perfumeterapeuta com experiência na elaboração de perfumes personalizados segundo o equilíbrio dos 4 Elementos. Seu trabalho define-se como "Aromaterapia e Espiritualidade.

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Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é professora de inglês por formação e aromaterapeuta por vocação. Escolheu dentre todas as possibilidades que a Aromaterapia apresenta, elaborar perfumes personalizados como item de “cuidados pessoais”. Para tal utiliza diversas ferramentas de investigação energética e emocional, fazendo anamnese profunda e testes olfativos. Dentre tais ferramentas podem ser encontrados a Carta Natal do cliente, o estudo dos setênios ou a leitura de oráculos com abordagem alquímica. Todos os produtos são elaborados com ervas e óleos essenciais da melhor qualidade, sem quaisquer aditivos químicos.

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