23 de julho de 2020

Não me faltam partes, quando me torno o TODO

O Todo sou Eu, o Todo é Você - Somos Um.

Às vezes fico na dúvida se nasci ou se brotei. Sei que minha mãe se esforçou a ponto de perder sua doçura, muitos de seus nutrientes quase secaram de tanto concentrar sua energia em minha aparição. Seja como for, surgindo ou aparecendo, brotando ou nascendo, aos poucos fui tomando forma.

Ainda em formato pequeno, já percebia em mim todas as camadas que me compunham. Camadas de amor, camadas de sucesso, camadas de vitórias e muitas e muitas camadas de sobrevivência. E no meu bulbo formatei meu ego.

Surgiu uma camada de cor de meu ancestral, uma camada de força de minhas origens, uma camada de sabor de minha mistura. Sou o Todo universal.

Assim sendo, aprendi que ao suportar as intempéries da vida, precisava ainda de mais camadas. Seja para proteger do frio ou ainda que fosse, para manter o frescor em seus líquidos vitais. Quanto mais amor precisei, mais robustez ganhei. Quanto mais amargor vivi, mais de mim encolhi.

Aos poucos, cresci, tomei uma forma robusta, fiz muitos se deliciarem de sabores de meu corpo, assim como os fiz chorar cada vez que me cortavam em pedaços.

Fui verde antes de amadurecer, criei expectativas sobre o mundo que ainda não conhecia, como cumpri meu dever em destino.

Sabia que carregava uma carga assertiva, um gosto marcante na vida. aquilo não poderia simplesmente só brotar em mim. Aquilo pertencia ao que já conhecia de forma orgânica, talvez experimentada de tantas mutações até chegar ao que sou.

Fiz de minha existência o desejo e o desprezo de muitos. Aprendendo a lidar com adversidades, tornando-me transparente aos calores impostos e com sabor quando a mim cultuado.

Ganhei, como todos, a vida de minha mãe. Tornei-me, como todos, a vida de meu pai. Realizei cada camada e espessura que me constituí. Cada pétala de mim, cura algo que não precisava mais. Aprendi a ser a cura de minhas infecções físicas, emocionais e até espirituais.

E assim, me reconheço como arquétipo do TODO, ou apenas o que chamariam de cebola.

Óleo Essencial – cebola

Foto do texto:  Maria Hochgesang on Unsplash

Artigo escrito por Marcelo Barroca

Marcelo Barroca Assertividade. Intuição. Humanidade. Assim se caracteriza seu trabalho como Oraculista. Tradução de símbolos arquetípicos com a marca de quem ama e respeita o que faz.

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Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é professora de inglês por formação e aromaterapeuta por vocação. Escolheu dentre todas as possibilidades que a Aromaterapia apresenta, elaborar perfumes personalizados como item de “cuidados pessoais”. Para tal utiliza diversas ferramentas de investigação energética e emocional, fazendo anamnese profunda e testes olfativos. Dentre tais ferramentas podem ser encontrados a Carta Natal do cliente, o estudo dos setênios ou a leitura de oráculos com abordagem alquímica. Todos os produtos são elaborados com ervas e óleos essenciais da melhor qualidade, sem quaisquer aditivos químicos.

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