4 de agosto de 2020

Um tarô e um oráculo são a mesma coisa?

O bom jogo dependerá da disposição do consulente em ouvir o que precisa e não o que quer ouvir.

Quais as modalidades de tarot?

Há várias modalidades de tarot. Entretanto, se formos considerar tarot e oráculo, poderemos perceber algumas diferenças, apesar de ambos terem o mesmo propósito.

O tarot tem regras específicas e pré-estabelecidas. Cada tipo de tarot pode ter uma energia diferente, dependendo da tradição que segue, do ilustrador das cartas, o processo de impressão, e até o tipo de papel.

Um detalhe determinante é a   a utilização de cores, por exemplo, que grande tem influência na forma de se sentir as cartas. Cada indivíduo irá se identificar com aquele que sente que o tarot “fala” melhor.

Já os oráculos, estes podem vir de diversas culturas, ter temas variados e não necessariamente precisam de um determinado número de cartas como regra. Assim, podemos ter os oráculos dos anjos, das flores, dos mitos de uma determinada cultura, como a celta, a egípcia, etc.

Um bom exemplo são as Cartas Ciganas, que não só trazem em si a tradição e cultura de um povo, como geralmente são herdadas – com grandes chances de ter sido um dom herdado de um antepassado.

O que isso pode significar? Intuição, respeito e sacralidade pelas cartas diante do Oraculista/Leitor. Com os oráculos, nossa intuição poderá fluir com maior facilidade, pois as regras de um tarot, não podemos mudar em função da intuição. Já com o oráculo é como se ele servisse para girar uma chavezinha nos conectando com o sagrado em nós.

Qual o melhor? O leitor do tarot ou oráculo. Ele é o tradutor dos símbolos, e temos que contar com sua intuição, conexão entre leitor e consulente  e sua forma de interpretação. Na realidade, as cartas servem apenas como ponte entre os dois inconscientes ali presentes. Ele terá que ter ética e uma cultura razoável para utilizar exemplos inteligíveis a cada pessoa diante de si, utilizando uma linguagem compatível com ela. A sensibilidade do Oraculista é a chave.

Deverá perceber até onde pode ir em uma consulta, e além disso, a cada problema que veja como potência no jogo, o ideal é que tenha uma palavra, uma parábola, um exercício ou algo que possa dar ao cliente para utilizar seu livre-arbítrio tentando modificar a situação, ou mesmo algo que o fortaleça para enfrentar o momento. Jamais deverá assustar o consulente. Ele não está ali procurando isto, ao contrário.

As cartas não necessariamente preveem o futuro como muitos podem acreditar. Elas  mostram a potencialidade de algo acontecer, até porque se fosse uma sentença, não precisaria desta ferramenta.

Como funciona? As cartas ou baralhos, seja lá como chamemos, têm origem profana. Existiam para distração e apostas. Ocorre que com a ameaça de ver todo o conhecimento já registrado em papiros ou livros – dependendo da versão da história – destruído, chegou-se à conclusão de juntar toda a sabedoria até então à disposição em “lâminas” de ouro. Assim, seria preservada.

Vou dar minha versão, pois é esta que acredito. Juntar o profano ao sagrado é a via mais fácil de acessar a mente humana, pois facilita o trânsito da informação. Não adianta sacralizar demais, pois pode ficar algo hermético a tal ponto que se perde o propósito.

A união das energias do leitor e do consulente em oração e respeito é o primeiro passo. Mostrar o que as cartas trazem em si como símbolo é o segundo passo, que pode ser feito juntamente com o cliente, pois trata-se da vida dele, e neste momento, o leitor das cartas, terá a dimensão de até onde ele pode ir,  qual linguagem utilizar e quais sugestões poderá apresentar.

Acreditamos que as cartas podem nos apontar caminhos, sugerir direções, questionar comportamentos e nos prestar um grande serviço em termos de autoconhecimento. E somente a partir dele é que podemos pegar nossas vidas nas mãos e fazer dela algo do qual nos possamos orgulhar. Para isto estamos encarnados.

Costumamos recomendar que ao fazer uma escolha do tipo de baralho a ser utilizado, que seja priorizado o ser humano que o irá ler. Além disso, algo importante é que este tenha ferramentas opcionais que possa, caso queira, serem oferecidas, como floral, aromas, banhos de ervas, mantras ou aconselhamento, caso seja apto para tal.

Mas o mais importante – uma coisa não deve estar atrelada à outra, precisa ser uma necessidade e opção unicamente do cliente.

Caso alguém leia um oráculo pra você, diga coisas negativas  e após se ofereça para fazer um “trabalho” afirmando que ela mesma  poderá providenciar por uma valor extra, reconsidere tudo o que ouviu. Pense se você teve influência energética ou comportamental no processo de leitura.

Saia, agradeça e diga que volta outro dia com uma resposta. Jamais se apavore, pois a chance de ter sido um bom jogo em todos os sentidos, serão poucas. Se você voltar, bem, responsabilidade sua, mas não diga depois que “a Cigana te enganou.”

Óleo Essencial para jogo: Baralho Cigano uso Sândalo IndianoTarô Alquímico uso Fragônia

Publicado em 2017 –

Artigo escrito por Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é perfumeterapeuta com experiência na elaboração de perfumes personalizados segundo o equilíbrio dos 4 Elementos. Seu trabalho define-se como "Aromaterapia e Espiritualidade.

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Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é professora de inglês por formação e aromaterapeuta por vocação. Escolheu dentre todas as possibilidades que a Aromaterapia apresenta, elaborar perfumes personalizados como item de “cuidados pessoais”. Para tal utiliza diversas ferramentas de investigação energética e emocional, fazendo anamnese profunda e testes olfativos. Dentre tais ferramentas podem ser encontrados a Carta Natal do cliente, o estudo dos setênios ou a leitura de oráculos com abordagem alquímica. Todos os produtos são elaborados com ervas e óleos essenciais da melhor qualidade, sem quaisquer aditivos químicos.

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