23 de novembro de 2017

O que é que você está fazendo aí?

As palavras ouvidas pela criança podem ser bençãos ou maldições. Uma vez adultos, o que fazer com elas é uma escolha. Acredite!

Temos visto o mundo mudar, se transformar em uma velocidade, aparentemente difícil de acompanhar. Sim, os políticos estão se superando a cada dia, a economia sendo descaradamente maquiada, alguns “formadores de opinião” “adotando os coitadinhos” da vez.

Catástrofes naturais, eminência de guerra, a sensação de que abriram todos os bueiros do mundo e a sujeira está saindo toda. Os ratos, as baratas e toda espécie de horror.

Sentimo-nos como se estivéssemos com a guilhotina pronta para descer sobre nossos pescoços, mas sem data marcada, mas ali estamos sem nada podermos fazer. Será?

Cruzes! Que cenário horrível, não? Mas calma…! Há muitas coisas boas ainda, embora não estejam tão visíveis. E explico, elas estão, de certa forma, tão óbvias que nem as enxergamos. Até porque não nos sobra tempo de ver o que de bom há dentro de nós e à nossa volta.

O bombardeio midiático, das redes sociais, dos amigos, da família, enfim, as péssimas notícias, as tragédias, se sobrepõem como assunto de uma forma assustadora. É como aquela frase medonha: “quando você olha para o abismo, o abismo também olha para você!”

Assim sendo, façamos o contrário, e façamos já! Sei que você trabalha, que faz orações – nem que  seja somente quando o “bicho pega”, mas faz. Sei que tenta ser um ser humano melhor, e muitas vezes acha que fracassou ou mesmo que não adianta.

Por este motivo é que estou aqui – quero pedir que você olhe para si mesmo, mas que olhe agora, com amor e compaixão. Espera! Calma…

Não pare de ler ainda não! Não estou aqui para falar como ser bom, religioso e esse bla bla bla, dizendo que temos que amar a todo mundo, termos compaixão e sermos gratos. Tão logo isso aconteça…puf! Seus problemas sumirão! Ah… ra ra… Respeito a inteligência de vocês e peço, não caiam nessa. (ok, ajuda, mas não resolve…)

Somos humanos e fazemos besteiras, pensamos cada coisa horrorosa…! e temos preguiça até para sermos bons. E é verdade. Quer ver? Vou contar para você um lance que aconteceu com esta que vos fala…rsrs

Estava eu sossegada no meu canto quando um ser, digamos… empolgado com o trabalho de uma pessoa profissional de Aromaterapia, veio me questionar qual a razão de eu não publicar todos os posts de determinada pessoa em um grupo que administro.

Respondi gentilmente que não poderia colocar seis, sete posts de uma única pessoa em um só dia, pois o grupo é para todos e não destina-se a fazer propaganda de ninguém – nem minha. Divulgar serviço, informar, trocar ideias, sim, sempre, e claro. Está bem claro no post fixo do grupo que não trata-se de um grupo de vendas.

A resposta da linda pessoa, bem jovem, portanto perdoo a ingenuidade, perguntou-me se eu estava com medo da concorrência, e se eu fosse boa não teria o que temer.

Ah… falei que perdoei sim… algum tempo depois, mas na hora tive vontade de falar todos os desaforos que conheço e pensei coisas horrorosas para dizer, mas lembro da minha função como administradora do grupo, lembro da minha idade e de meus afazeres e deixo rolar. O Tempo ensina… e como! (ah… hoje agradeço, me rendeu um artigo)

Seria ridículo ficar brigando com uma mocinha iludida na internet, que talvez nem conheça direito a pessoa que defende. Eu conheço! Ok, o tempo passou e é esse o remédio!

Quando respondi, falei sério – existe cliente e espaço para todos, apesar do crescente número de profissionais e “profissionais” do ramo. Já mostro um bom exemplo adiante.

Mas hoje posso falar melhor. Passou um filminho na minha cabeça. Meu advogado ligou dizendo que a partir de hoje sou uma pessoa aposentada.

Aposentada como professora de inglês, mas como aromaterapeuta, serei profissional sempre, porque sou amante e estudiosa do assunto, portanto disso não me aposento.

Quanto ao filminho foi o seguinte: um encontro entre amigos que não se viam há muito tempo. Uma amiga em comum que mora na Austrália acabara de chegar ao Brasil para rever a família e os amigos. Entretanto, não daria tempo de ver um por um. Assim, ali estávamos.

Conheci essas pessoas dando aulas de inglês na empresa onde eles trabalhavam. Todos com cargos de executivos, sem tempo para cursos fora, e eu prestava serviços em caráter exclusivo para essa empresa.

Uma dessas pessoas, antes aluna, hoje amiga, quando perguntei sobre a vida, os cursos de inglês que eventualmente teria feito, já que ocupa um cargo que requer o uso do idioma à perfeição, ela me respondeu: “Não. Cursos de inglês, para quê? Todo o inglês que sei e uso, aprendi com você!”

Caraca…! A sensação de ter feito diferença na vida de uma pessoa é incrível. Claro, tenho o privilégio de saber que fiz e faço, mas quando ouvimos isso é diferente.

No meu caso então, isso é muito sério. Quando eu era criança, minha avó costumava perguntar-me com frequência: “o que você fez hoje para agradar a Deus?”

Jesus Cristo! Buda, Oxalá e Krishna! Mãe Santíssima, Nossa Senhora, todas as yabás e Santa Sarah… ! Eu ficava me sentindo sempre em déficit, pois o que poderia eu, uma mera mortal e ainda criança fazer para agradar a Deus?

Cresci com a sensação de que precisava estar sempre em movimento, e nunca estava bom, afinal nenhum adulto me convenceu de que estava tudo certo. Pergunta sem resposta até então. Tive que esperar eu mesma tornar-me adulto para responder.

O que seria tão grandioso e relevante a ponto de agradar a Deus!? Eu estava lascada! E a voz de minha avó ressoava no meu ouvido todas as vezes em que eu me entregava à doce preguiça. “Vê se faz alguma coisa que se diga “benzô” Deus!” ou “Essa menina já nasceu cansada…!” (essa linguagem precisa ser traduzida? “Benzô = benzou = abençoou rs)

O medo de não conseguir agradar a Deus me ajudou muito, na realidade. Tenho que agradecer à minha avó e sua dureza comigo. Sempre trabalhei mais do que precisava, sempre estudei mais do que o necessário, mas isto supriu meu lado agitado e apaixonado pelo conhecimento.

Hoje vejo que de certa forma, a pergunta de minha avó era apenas captada na minha alma. Nasci já com a vontade de justificar minha presença na Terra.

Ok, cabe descanso, cabe até preguiça. Só não cabe irresponsabilidade com a dádiva de estar vivo e ter algum talento, dom, possibilidade, conhecimento e não colocá-los a serviço das pessoas e da Humanidade. Cobre e cobre bem, mas apresente-se à Vida! Quando puder doar, doe, entregue com o coração o que você tem de melhor – o coração sabe quem precisa de doação!

Vemos pessoas adultas que não têm responsabilidade com nada, não se comprometem com coisa alguma porque acham que vieram à vida a  passeio. E não pode contrariar. E seus pais? Fico pensando…

Podem partir e deixar herança financeira, mas e o caráter, os valores e o suporte moral e espiritual? O que estamos deixando para essas crianças, tenham elas 5 ou 50 anos?

É hora de parar de fingir estar fazendo algo, sair da depressão ou crise de autoestima e começar, renascer! Sempre dá tempo, sempre é possível e todos temos algo especial com o que contribuir. Essa contribuição, ainda que você acredite ínfima, somada a tantas outras de pessoas que se encontram com esse mesmo pensamento, fará crescer uma nova forma, uma nova solução e um mundo melhor. É possível!

Ah… e para quem tem medo de concorrência, só um lembrete: hoje estou aposentada sim como professora de inglês – você já imaginou quantos professores de inglês há no Brasil? E quantos estrangeiros estão aqui dando aulas e até ganhando mais do que nós? Não precisa ter medo de números, basta focar no seu trabalho que ele será bem feito se você usar a tríade:   coração,  cabeça e mão.

Só lembrando que nem Jesus Cristo veio à Terra a passeio.

Artigo escrito por Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é perfumeterapeuta com experiência na elaboração de perfumes personalizados segundo o equilíbrio dos 4 Elementos. Seu trabalho define-se como "Aromaterapia e Espiritualidade.

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Valéria Trigueiro

Valéria Trigueiro é professora de inglês por formação e aromaterapeuta por vocação. Escolheu dentre todas as possibilidades que a Aromaterapia apresenta, elaborar perfumes personalizados como item de “cuidados pessoais”. Para tal utiliza diversas ferramentas de investigação energética e emocional, fazendo anamnese profunda e testes olfativos. Dentre tais ferramentas podem ser encontrados a Carta Natal do cliente, o estudo dos setênios ou a leitura de oráculos com abordagem alquímica. Todos os produtos são elaborados com ervas e óleos essenciais da melhor qualidade, sem quaisquer aditivos químicos.

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