Carnaval – Uma Festa Profana?

Carnaval. Basta um som de tambor para que a energia emane e contagie por  todo o território. Nada além de física. Energia através do som que se transforma em luz e banha uma nação. Uma nação que para pra esquecer todos os problemas, como pobreza e tristeza, se fantasia de esperança, de renovação de crença.

Muito se fala em festa profana. Profano é não aproveitar esse portal que se abre em alguns dias, para desejar tudo de melhor para a humanidade, através da alegria e da liberdade para ser feliz. Ser feliz é exercício.

Não! A data não é profana! Afinal, profano significa não tratar com respeito aquilo que é sagrado. Felicidade é sagrada, o ser humano é sagrado, portanto não há nada de profano nisso.

O carnaval é fantasia, quando o rei toma o lugar do plebeu e este o lugar do governante, é esta uma das origens do carnaval, isto servia para demonstrar a submissão do rei à Divindade na Babilônia. Isto pode nos lembrar de colocarmo-nos  no lugar do outro.

Pelo fato de ser o carnaval uma festa de origem pagã, a Igreja, por volta do Século VIII instituiu a Quaresma, passando o carnaval a ser anterior a esta, quando então dá-se início a um período de limpeza espiritual. Assim, nada mais lógico do que o expurgo dos problemas (ou demônios) em uma época específica. O ano começa depois do carnaval. Princípio básico de curaprimeiro faz-se a limpeza, exorcizando problemas através da música, da dança e fantasia, depois o recolhimento e a cura.

O Rio de Janeiro é pisciano, carnaval é pisciano, se fantasiar é pisciano e eu também. Posso dizer de carteirinha que este momento é de se abrir para a renovação, se transbordar em luz e criatividade e canalizar toda essa alegria nas ruas para o amor universal.

Sim, eu falo com Deus no Carnaval! Sim, eu me renovo, reinvento, transformo em sabedoria, felicidade e harmonia. Ser pisciano significa tudo isso e ter Fé na Humanidade, levando a Espiritualidade a sério.

Harmonia que toca os corações de quem me cerca. Alegria que contagia o mais triste indivíduo que se aproxima. Basta um rufar de tambor e já é carnaval. Momento em que ser feliz é permitido, independente de raça, religião, sexo, estado civil ou  situação financeira.

O corpo se agita e a pele se arrepia. Um fogo de oportunidades faz todos seus chakras se alinharem e se conectarem ao Divino. É o tom da nota dó dos tambores que faz a energia da kundalini tomar o movimento ascendente. Momento de dançar, extravasar e principalmente celebrar a vida. Seja na avenida, nas ruas, blocos, em casa, onde quer que você esteja,  permita-se! Afinal, já é carnaval! Meu samba vai tocar seu coração…

Marcelo Barroca

Marcelo Barroca

Marcelo Barroca Assertividade. Intuição. Humanidade. Assim se caracteriza seu trabalho como Oraculista. Tradução de símbolos arquetípicos com a marca de quem ama e respeita o que faz.

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